Mostrando postagens com marcador MEUS TEXTOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MEUS TEXTOS. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

PRAIA DO GONZAGA EM SANTOS


Essa foto aí em cima foi tirada no dia de hoje, 15 de novembro de 2010, feriado, dia da proclamação da república. Praia do Gonzaga, na cidade de Santos. Copiei da UOL.

Essa imagem me traz grandes e boas recordações. Minha adolescência vem à cabeça com força. Na década de 70 eu morava com a minha família em Santos, exatamente no bairro do Gonzaga. Na verdade foram poucos anos, e não a década toda. Foi de julho de 1975 a janeiro de 1980.

Cheguei a Santos com 12 anos de idade. Um menino aturdido com a cidade grande. Eu tinha saído do interior de Goiás. Nunca tinha visto o mar. Não fazia nem ideia. É claro que na escola já tinha visto ilustrações, e também na televisão, mas na minha cabeça, não imaginava como era de verdade.

Na noite em que chegamos, meu pai levou a mim e a minha irmã caçula para ver o mar. Mas era noite e não víamos nada. Ficamos um tempo sentados num banco de concreto no calçadão ao lado do Posto 2. E meu pai tentava nos dar uma dimensão da coisa, mas não adiantava. A gente queria ver o mar, tocar nele, sentir como era.

Tivemos que nos contentar em ver aquela espuma branca aparecendo e sumindo ao longe. Eram as ondas que arrebentavam gerando aquela espuma branquinha. Fiquei aflito e mal dava para esperar o novo dia para ver de perto aquela lagoa enorme. Me lembro que só fui matar a minha curiosidade alguns dias depois. Porque estávamos todos envolvidos em arrumar a mudança, pôr os móveis no lugar e tudo mais, e como era pequeno, tinha que esperar alguém mais velho se desocupar para me levar.

Mas o dia chegou e quando vi aquele... mar... senti uma sensação tão boa, o peito parecia que ia se abrir, explodir. Na época não sabia explicar o que estava sentindo, mas hoje, lembrando daquele momento, eu estava de frente com a liberdade, com o limite da terra e o ilimite do mar. Olhava a linha do horizonte e apesar de não ver além dela, tentava adivinhar um mundo após.

Também experimentei a água molhando o dedo, e vi que era salgada de verdade. Só conhecia águas dos rios. Pulei nas ondas e sobre elas. Mergulhei com os olhos abertos e vi estrelas. Levei picada de siri. Vi as pessoas pegando jacaré, e tentei fazer igual até conseguir. Vi os surfistas com as suas pranchas pegando onda e fazendo manobras radicais, e ficava embasbacado. Um mundo novo!

Fui muito feliz em Santos. Fiz boas amizades. Joguei muita bola na praia. Vôlei. Frescobol. Tamboréu. Corri muito ali. Do Posto 2 até a praia do Itararé em São Vicente. Subia no trem que passava próximo de casa. Andava de bicicleta na cidade toda. Andava em lugares que meus pais nunca desconfiaram. Fui a um jogo do Santos na Vila Belmiro, mas não me lembro contra quem e nem quem ganhou, porque não suportei o barulho da torcida e acabei saindo mais cedo. Já naquela época apreciava a calma, a quietude. Muita gente confinada me deixava agoniado.

Agora, na praia, não me importava com muita gente. Paquerei muito. Não muito. Podia ter paquerado mais. Santos é um lugar de gente bonita. Também é um lugar de gente da terceira idade. Dizem que é a cidade dos aposentados. Quando me aposentar, quem sabe realizo o sonho de voltar pra lá?! Não falta tanto tempo mais. Será que ainda Deus vai me dar essa oportunidade?!

sábado, 18 de setembro de 2010

Até quando?


Aquela cena terrível ainda me vem à mente de repente.

Até quando?

Dia 15 de setembro de 2010, quarta-feira, manhã, Feira dos Importados em Brasília. Estava em férias em Paracatu/MG e ao retornar pra casa, dei carona a minha cunhada até Brasília. Lá chegando, ela nos convenceu a ir a essa feira comprar roupas, porque é tudo mais em conta. Chegando àquela rua estreita da feira, vimos um corpo no chão, naquele asfalto quente, coberto com um saco plástico branco e com os pés descobertos. Em volta, cheio de sangue. Mais à frente um caminhão baú parado e vários policiais conversando na sombra que o baú proporcionava. O perímetro do acidente estava cercado com fita plástica amarela e preta. Muita gente ao redor daquele cerco olhando aquele corpo sem vida, miolos, ali, estendido naquele chão quente. Meu Deus! Que cena horrível!

Perguntei a um jovem visivelmente perplexo com o que havia acontecido, e ele disse que viu o acidente. O caminhão estava parado na faixa esquerda da rua com o motor funcionando, a mulher parou e se encostou ao lado esquerdo do para-choque na frente do caminhão, meio encurvada pra frente olhando após do caminhão, certamente pra ver se não vinha nenhum carro pra que pudesse acabar de atravessar a rua. Nesse momento o motorista do caminhão o acelerou e saiu empurrando a mulher pra debaixo dele e passando com a roda por cima da sua cabeça. O motorista só parou quando ouviu as pessoas gritando pra ele parar.

Escutando outras pessoas por ali, fiquei sabendo que a mulher tinha 32 anos e tinha acabado de sair da loja da cunhada, que a cunhada viu tudo e desmaiou, que o motorista tinha ficado muito perturbado quando viu a mulher no chão sem a cabeça, que o motorista disse que não viu ninguém na frente do caminhão, que a mulher era baixa e a cabine do caminhão alta e isso foi o motivo do motorista não ter visto a mulher etc.

Aquela cena daquela mulher estendida ali na rua, as pessoas olhando, sem ninguém poder fazer nada, sem eu poder fazer nada. Sensação de impotência. Eu pensava comigo mesmo, o que posso fazer? Confesso que passou pela minha cabeça..., e se orasse a Deus em nome de Jesus para que ressuscitasse aquela mulher?! Se Deus atendesse minha oração e realizasse ali naquele momento o milagre da vida?! Quantas pessoas ali seriam alcançadas pelo Evangelho vendo o poder de Deus se manifestando naquele corpinho ali, recompondo primeiro a sua cabeça e em seguida se levantando dando glórias ao Pai?!

Fico pensando, que tipo de fé é essa que digo possuir? Jesus disse que se tivéssemos fé do tamanho de um grão de mostarda, poderíamos mover montanha. Mas e se eu orasse ali e não acontecesse nada? Morreria também eu de vergonha? As pessoas zombariam de mim? Poderiam me hostilizar? O que eu poderia falar àquelas pessoas se Deus não quisesse levantar aquela mulher morta? Cadê a minha ousadia pra pregar as Boas Novas? Cadê a minha intrepidez pra aproveitar a oportunidade? Cadê a minha confiança em Jesus? O que aconteceu com aquela paz que saí do encontro nacional do caminho da graça? Será que entendi tudo mesmo? Por que eu já maduro, pelo menos na idade, impressionar tanto como a um menino?

Depois, fico arrazoando comigo mesmo, que estou sendo extremista demais, que Jesus não me deu o dom de ressuscitar, que Jesus sabe que a nossa fé é mesmo muito pequena, muitas vezes menor que o grão de mostarda, tanto que Ele mesmo anunciou isso, que Ele não vai me cobrar por essa fraqueza, que sou mesmo fraco e Ele sabe disso melhor do que eu mesmo, que fatalidades acontecem o tempo todo, e foi o que aconteceu com aquela mulher, que poderia ter acontecido comigo mesmo ou qualquer familiar meu, que não sou nada e que por isso mesmo preciso tanto da misericórdia e da graça do Senhor Jesus, que... que... que...

...que fim de férias!

David

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

FÉRIAS 2008 DATELL



Depois de muitos anos consegui me programar para sair de férias com minha mulher. Bem, não foi lá uma grande programação, porque até as vésperas, não sabia ainda muito bem aonde ir. Pensei em Bonito do Mato Grosso do Sul, em Guarapari no Espírito Santo, em Pirenópolis aqui em Goiás, em Rio Quente também em Goiás, porém, aproveitando a oportunidade para levar meu mano em Santos, que estava passando uns dias aqui com meus familiares, resolvi ficar uns dias por lá e depois seguir pelo litoral norte via Rio-Santos até onde o dindin desse. Nunca fiz nada parecido, mas nunca é tarde para se começar, mesmo tendo agora que economizar por um ano... Valeu à pena!


Saímos de Rio Verde na terça dia 15 de julho às 16h. Às 6h da quarta estávamos em Santos. Deixei meu mano em sua casa com minha cunhadinha e seus pais. Demos entrada no Hotel Caravelas que fica a 20m da praia José Menino, ali, no canal 1. Muito aconchegante, o pessoal simpático, acolhedor e o café da manhã gostoso. Sentimos-nos muito bem ali.

Descansamos um pouco e depois fomos procurar um lugar legal para comermos. Almoçamos no Restaurante Praia Gonzaga que fica ali na Av. Mal. Floriano Peixoto. Uma comida muito gostosa e um lugar bem tranqüilo, apesar do trânsito movimentado do lado de fora. Depois, como não poderia deixar de atender minha esposinha querida, fomos às compras nas lojas do Gonzaga. Ai... Andamos, andamos, andamos... Caramba! Ela não se cansava! E eu doido pra caminhar na praia com a água salgada pelo tornozelo. Paciência!

Na quinta fomos até a Ilha Porchat tirar algumas fotos do mirante projetado pelo Niemeyer que fica no topo da ilha. Esse mirante tem um bicão que fica apontado na direção de Brasília. A visão de lá é simplesmente maravilhosa. Dá pra vislumbrar as praias do Gonzaguinha e Itararé, ambas em São Vicente, e também a baia de Santos. Lembrei-me que nessa ilha tem uma pedra que o pessoal chama de Pedra do Tarzan e eu já pulei de cima dela pro mar, quando era adolescente nos anos 70. Hoje, “acho” que nem consigo subir nela! Que dúvida! Mas sou capaz de ficar ali por horas admirando a beleza natural contrastando com a engenhosidade do homem, e tudo criado por Deus. Fico até extasiado. Depois, fomos visitar um velho amigo e sua família.

Na sexta fomos caminhar na praia. Começamos ali no canal 1, Praia do José Menino e fomos até o canal 5, Praia do Embaré. Achei a praia muito limpa e a água também estava bem clara. Bem diferente da outra vez em que estive em Santos há alguns anos. Os jardins estavam muito bem cuidados. A prefeitura de Santos tem quarenta funcionários só por conta de manter o jardim bem cuidado. E aqui uma informação oficial: depois de muita pesquisa, os editores do Guinness Book of Records, o livro dos recordes, finalmente incluíram o jardim da orla de Santos como o jardim frontal de praia de maior extensão do mundo; são 5.335m de extensão distribuídos ao longo de 7km de praias, ou 218.800m², que vão do José Menino à Ponta da Praia. Dá pra fazer uma caminhada e tanto, e se ainda tiver fôlego, dá pra estender até a Ilha Porchat em São Vicente.

À tarde fomos passear na Escuna Tamburutaca. Foi quase duas horas de passeio e eu fiquei sentado o tempo todo. Fiquei com receio de me levantar e tontear e dar vexame. Mas o passeio foi muito gostoso e o mestre da escuna ia narrando pelo microfone as informações de cada lugar. Passamos pela Fortaleza da Barra, Ilha das Palmas, praias do Góes, do Cheira Limão e do Sangava - localizadas no Guarujá - e da Ilha de Urubuqueçaba, na divisa com São Vicente. Também vimos, sob um ângulo privilegiado, as praias do José Menino, Pompéia, Gonzaga, Boqueirão, Embaré, Aparecida e Ponta da Praia, todas em Santos. Na direção contrária, através do estuário e Canal de Bertioga, vimos o porto e seus armazéns, as construções antigas da Codesp, a Ilha Barnabé, a Base Aérea de Santos e a Ilha Diana, onde vive uma comunidade de 200 pescadores, os manguezais e parte da área continental de Santos. Também dava pra ver vários prédios inclinados. O mestre da escuna disse que 95% dos prédios da orla têm algum grau de inclinação, mas que os técnicos que fizeram essa avaliação disseram que não tem risco para os moradores (será que algum téc+.lltnico mora num desses prédios?). Achei o ingresso do passeio meio caro, R$ 20,00 por pessoa, mas como nunca tinha feito esse passeio, achei que valia a pena. Encerrando o passeio o mestre fez um sorteio e a Tell ganhou uma coca lata geladinha e uma miniatura da escuna, e ainda pegou no timão (imagina o risco que corremos?!).

Depois fomos conhecer o Museu da Pesca. Sabe o que tinha lá? Um tantão de esqueleto de peixes de tudo quanto é tamanho, e mais algumas curiosidades. Para quem gosta de peixe é uma boa pedida. Olha o tamanho do tubarão da foto aí. Esse esqueleto comigo ao lado, se trata de uma baleia de sete toneladas e com vinte e três metros de comprimento. Grandinha não?!

À noite fomos comer uma pizza no Van Gogh. Uma delícia! O problema é que serve aperitivo enquanto sai a pizza, e eu acabei entrando pra valer no aperitivo, e quando veio a pizza, só consegui comer quatro pedaços, só! A Tell comeu um e meio e o que sobrou, guardei no frigobar do hotel, e se ninguém de lá observou, deve tá lá até hoje! Pois só fui me lembrar disso quando já estava em Ubatuba.

Sábado levantamos cedo, tomamos café e pegamos a balsa (é de grátis!) para Guarujá. Fomos até a Praia do Pernambuco, águas claras e rasas, mas como as achei muito fria, não tive coragem de entrar no mar não, mas a Tell não perdeu tempo. Essa sabe aproveitar! Eu me satisfiz só de ficar sentado debaixo do guarda-sol admirando as pequenas ondas arrebentar na praia, e claro, bebendo coca-cola e comendo petisco de camarão com cebola a milanesa. Mais tarde fomos caminhar pela praia e quando nos cansamos ficamos encostados nas pedras da ilha. Aproveitamos também pra tirar água do joelho porque lá não tem banheiro público, aí o jeito foi entrar no meio das árvores da ilha. A prefeitura podia providenciar banheiro público nas praias do Guarujá como tem nas praias de Santos, não é?!

Retornamos à Santos no meio da tarde e pegamos o bonde funicular do Monte Serrat. São aproximadamente quatro minutos de subida. De lá tiramos algumas fotos da cidade de Santos e do porto. A vista é realmente muito bonita de lá de cima. O Cassino de Monte Serrat foi inaugurado em 1927, mas eu fiquei um pouco frustrado porque achava que pela fama, o lugar oferecesse mais entretenimentos aos turistas. Com relação à gastronomia mesmo, não tinha nada de interessante. Podia ter, por exemplo, um bom restaurante. Acho que falta um pouco de investimento. Lá em cima tem uma vila pequena e uma igrejinha, e do mirante dá pra tirar boas fotos. Nesse dia ia ter um casamento lá. Estava cheio de gente arrumando tudo para a cerimônia e festa. O pessoal que puxa e segura o bondinho pra cima e pra baixo, ia ter muito trabalho. Haja cabo!

À noite fomos convidados pelos nossos amigos Fernando e Nilce para jantarmos. Eles escolheram um restaurante diferente. Não me lembro o nome agora, mas sei que fica na Afonso Pena. Lá serve rodízio de espetinho. É só espetinho mesmo, mas de várias carnes, e tinha até uva e morango com cobertura de chocolate no espeto. Eu achei que a conta ia ser dividida e comi uns dez, mas na hora de pagar o Fernando não me deixou participar e pagou tudo sozinho. Obrigado Fernando! Da próxima, deixa comigo... vou comer o dobro! ;^) Também estava lá a Priscila, filha dos meus amigos e mais tarde chegou o casal Davi e Rosa, irmão e cunhada da Nilce. Tudo gente boa!

Domingo saímos cedo em direção a Ubatuba. Pegamos a balsa que atravessa para Guarujá e seguimos em frente. Pegamos a via Rio-Santos que passa a margem de várias praias, cada uma mais linda que a outra. Pena que não dava para parar toda hora para admirar com calma e tirar fotos.

Chegamos em Ubatuba pelas 13h e achamos uma pousada muito ajeitada. É a pousada Pousada das Artes da D. Arlete. O casal Francisco e Cristina é que são os responsáveis para manter tudo funcionando. A pousada é muito gostosa, são oito suítes temáticas, e cada uma representa um país. Ficamos com a da Grécia. Na sala da recepção fica uma garrafa de café, mas que não é só café, é café com leite. Eu ainda não tinha visto isso, porque normalmente só tem café preto nessas garrafas térmicas. Uma idéia legal! A D. Arlete é uma tremenda artista plástica e cada canto da pousada tem uma arte sua que encanta.

Depois de nos instalarmos, fomos procurar um restaurante. A Tell queria comer carne e eu achei foi bom, porque não sou fá de peixe. Aí achamos na praia das Toninhas o Restaurante Arrastão, muito acolhedor. Pedimos uma picanha na grelha. Que delícia! São quatro bifões no ponto servidos na grelha quente, com cebola e tomate, arroz com brócolis, farofinha com lingüiça e batatas fritas. Comi tanto que sai arregalado e me esqueci de tirar uma foto!

Na segunda fomos a Paraty. Sempre ouvi falar muito da cidade e quis aproveitar que estávamos tão perto e fomos passar o dia lá. O centro histórico é muito histórico (dizer mais o quê?!). Demos uma volta por lá, quase torcemos os tornozelos naquelas pedras. Como nossos predecessores sofriam, né!? Cansamos logo e fomos para uma praia atrás do monte que se chama Jabaquara. A vista é muito bonita e o mar calmo. Pode-se andar mais de cem metros mar adentro que a água só chega até as canelas. Mas a areia não é muito firme igual à de Santos. Tentamos caminhar, mas não deu. A gente se afundava na areia... quer dizer, eu né! Almoçamos num quiosque da praia mesmo, caminhamos mais um pouco pela cidade, tiramos fotos, compramos algumas coisinhas e retornamos a Ubatuba. Ah! Tomei um sorvete de capim cidreira. Já viu isso? Muito, muito bom... pra quem gosta!

Na terça o caixa já estava baixo, então, resolvemos pegar o caminho da roça, mas antes, passamos por São José dos Campos, Campinas, e paramos em Uberlândia. Na quarta fomos procurar a casa da sobrinha da Tell, e achamos, por incrível que pareça, mas não tinha ninguém lá. Aí rumamos para Paracatu, cidade da minha esposinha. À noite comemos um arroz com lingüiça na casa da minha cunhadinha Mírian que só ela mesma sabe preparar. Ficamos por lá quatro dias, passamos em Cristalina na casa da Yanne sobrinha da Tell, em Brasília almoçamos uma comida da hora na casa da D. Socorro e chegamos em Rio Verde no domingo à noite.

Em Paracatu, como sempre, acontecem coisas inusitadas. Uma manhã, às 5h30 fomos acordados pela Ruth e Florival com uma bandeija com pão de queijo quentinho, café, leite, e nescau. Não nos deixaram nem sair da cama. Tomamos o café da manhã ali mesmo. Dali eles foram fazer o mesmo em mais dois irmãos. Estavam animados!

Comi um prato na casa da Ruth e Florival que nunca tinha comido antes, é um tal de Galopé. É um cozido de galo com pé de porco. Tava da hora! Aliás, os almoços foram todos na casa deles. Ficamos instalados na casa grande de vó Lídia, mas tomamos as refeições lá.


Teve a comemoração do aniversário do meu cunhado Paulinho com arroz com carne de sol e galinhada, mas dessa vez eu comi pouco porque estava de noite. Só dois pratinhos!


Também teve o sábado em que a Maria, irmã do nosso cunhado Pedrinho, fez um grande almoço em seu rancho, e até a Tell aproveitou para pescar, ou melhor, tentar.


Teve também as pizzas que Dácia pagou na pizzaria do Paracatuzinho que estavam muito saborosas. Tudo muito bom!

Teve uma tardezinha que a Tell, Dácia, Queijo, Cida e Flávia foram visitar o túmulo da minha sogrinha. Só que se esqueceram da hora, e quando resolveram ir embora, acreditem... ficaram presos no cemitério. A senhora responsável pela chave do portão do cemitério, fechou o portão na hora certa, e não percebeu que ainda havia gente lá dentro. Tinha uns rapazes do lado de fora sentados no banco de concreto, e o Queijo gritou pedindo ajuda pra eles. Só deu neguinho correndo e Queijo gritando... Ôôô, gente, eu tô vivo, eu tô vivo!!! Ai perceberam que se tratava de gente viva mesmo, e foram chamar a dona da chave do portão que mora lá perto. A dona foi abrir o portão toda desconfiada porque a Tell tirou foto dela, e ela achou que era para dedurá-la ao prefeito. Mas ficou tudo bem. E mais uma história pra ser contada pros netos.

Para encerrar as férias, fomos passar os últimos dias em Mineiros na casa do nosso filho caçula Victor e nossa norinha legal que faz pudinho Leandra. E assim, acabamos nosso relato das férias de julho de 2008.

Ficamos muito satisfeitos com essas férias. Gastamos muito, e agora vamos ter que economizar até no papel higiênico, ;^) mas valeu a pena. Já estamos pensando para o ano que vem. Se Deus quiser, dessa vez vamos levar a família toda. Vai ser uma farra boa!

Ao Senhor nosso Deus agradecemos por ter proporcionado dias tão agradáveis, pelo cuidado, proteção e presença constante durante as férias. A Deus toda glória!


As fotos das férias estão no Orkut.

terça-feira, 8 de julho de 2008

QUANDO EU CRESCER, QUERO SER POLICIAL!


Até quando o governo, as entidades representativas, nós, cidadãos comuns, todos,... vamos permitir tudo isso? Será que não existe gente com inteligência no governo capaz de criar um sistema de segurança policial que funcione? Será que os chamados intelectuais do Brasil não podem se unir e elaborar um projeto prático para melhorar nossa segurança pública? Sei lá! Eu sou um burro, mas tem tanta gente capaz... Por que não se unem ou mesmo sozinhos, não dão idéias para o governo. Por que não direcionam o dinheiro apreendido das quadrilhas, do narcotráfico e tudo que é de gente que rouba, das multas aplicadas sobre as empresas ou pessoas físicas mesmo, para o treinamento da polícia? Para ser um médico, um engenheiro, um contador etc. é preciso cursar uma faculdade..., por que não criar um sistema de treinamento policial similar à faculdade, com bastante treinamento em todos os tipos de situações possíveis? o policial teria no mínimo quatro anos para ser treinado antes de ser posto em campo. Os salários tinham que ser ótimos para despertar o interesse de pessoas com condições de serem mais bem preparadas, tinha que ter benefícios assim como as grandes empresas... No mais, treinamento, treinamento e treinamento, sempre. Não é assim que fazem as empresas organizadas? Investem em treinamento porque sabem que o retorno é garantido? Quem sabe ainda vou ver esse dia, o dia em que as pessoas sintam prazer em cumprimentar seus policiais ao invés de virarem o olhar com temor, as mães pararem a polícia na rua para seus filhos pegarem em suas mãos “amigas”, e se as crianças falarem, “quando crescer quero ser policial”, isso dê orgulho aos pais e aos próprios policiais... É bem provável que eu não veja esse dia, mas o menino João Roberto poderia... sim... poderia!

terça-feira, 24 de junho de 2008

ORE POR BEATRIZ FARIA SERVINDO O SENHOR NA ÁFRICA

Há alguns anos firmei o propósito de contribuir financeiramente para a Obra Missionária. Antes eu pensava que por não ter condições de contribuir com uma quantia relevante, não valeria a pena contribuir. Eu estava enganado. Muito enganado! Quantos missionários eu perdi a oportunidade de ajudar por pensar assim?

Na verdade sempre fui incomodado, como se uma voz estivesse sempre falando ao meus ouvidos: é preciso prestar atenção naqueles que dão a vida nos campos missionários.

Eu nunca tive a convicção de seguir esse caminho. Creio que é Deus quem capacita aqueles a quem escolhe, mas nunca me senti inclinado a ser um missionário. Porém, sempre tive a impressão que Deus queria me envolver de alguma forma em missões.

Certa vez, trocando e-mail's com um pastor muito querido, ele me disse o seguinte: "Contribuir é algo que muda a vida da gente. Muda as referências e prioridades. Altera a sensação de prazer e de realização. Subjuga o poder do Diabo como Dinheiro em nossa vida. Eleva os alvos da vida. Faz pensar nos outros; especialmente, muitas vezes, naqueles que nem conhecemos. E, entre outras coisas, nos põe no caminho da generosidade e da fé que lança o pão sobre as águas para só achá-lo depois de muito tempo... E mais, contribuir assim, ativa o princípio espiritual da Vida; pois, Vida é dádiva, é doação, é Graça."

Então, comecei a contribuir. É pouco. Sei disso. Mas a minha contribuição somada a de mais outro irmão, e de mais outro, e de mais outro... ajudam no sustento de muitos missionários.

Tenho enviado ofertas para a Missionária Beatriz Faria (foto aí em cima), e sei que Deus tem os Seus meios para multiplicar os recursos.

Se você que me lê, quiser contribuir também, se desejar, pode começar com essa serva do Senhor que vive para levar a Palavra que Liberta aos povos da África.

Seus dados:

BEATRIZ FARIA - Bradesco - Agência: 0543-6 - C. Poupança: 86589-3

Se quiser se corresponder com ela:

biafrica@hotmail.com ou biaafrica@gmail.com

Lembre-se: "Deus só pode abençoar as pessoas pelos nossos dons se os partilharmos".

quarta-feira, 12 de março de 2008

45 ANOS


Completo hoje 45 anos.


Minha querida esposa perguntou-me como me sinto. Respondi que fisicamente me sinto com mais idade do que tenho, mas mentalmente, se posso assim dizer, sinto-me mais jovem.

Minha impressão é de que não vivi tudo isso. Esse número 45 parece pesar muitos marços do que de fato pesa.

Isso é normal? Será que todos nessa faixa etária passam por isso?

Tudo foi muito rápido para mim. Casei novo, tão novo que foi preciso meus pais assinarem minha antecipação legal de idade, se não, não me casava.

Meus filhos foram chegando espaçadamente de dois em dois anos. Com vinte e três eu já era pai de três lindas crianças.

Com quarenta e três anos já era avô de dois netos lindos e travessos.

Também, com essa mesma idade, perdi meu velho e saudoso pai aos 77 anos, que infelizmente não conheceu meu segundo neto, e seu segundo bisneto.

Hoje, em casa, só restou a mim e minha mulher. Meus filhos estão todos casados e seguindo suas vidas cada vez mais independentes.

Quando estão aqui e depois se vão, a casa que se faz pequena com tanto movimento, fica enorme... e a sensação de esvaziamento é de mim mesmo.

Por natureza sou um introvertido, com poucas, muito poucas amizades. Senti cedo a responsabilidade de se criar uma família. Minha vida sempre foi trabalho e casa. E o fruto do trabalho sempre para a família.

Mas agora, todos com suas vidas fora de casa, preciso aprender a focar minhas energias em outros objetivos. Os netos, por um tempo, vão me distrair, mas preciso aproveitar o tempo que ainda resta.

Viajar para lugares ainda não conhecidos... São tantos... São todos... Saborear pratos diferentes, menos peixe... Não precisa ser tão diferente assim. Ler bons livros... Chega de livros técnicos. Bons filmes, novos e velhos, aqueles que realmente valem a pena ver de novo. Aprender a dançar. Ouvir música boa. Música boa é aquela que não agride aos ouvidos e proporciona prazer. Não importa o gênero. Viver e viver bem com quem quiser viver comigo.

45 anos. Nova fase de vida e muito agradecido a Deus pela sua maravilhosa Graça.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

VENDO MAS NÃO ENTREGO!


Há alguns anos plantei grama no quintal de casa. Ficou tudo verdinho. Como eu queria mesmo. Porém, no canto perto do muro cresceu também um ninho de cupim. Como cresceu rápido! Em pouco tempo já tinha seus 50 cm de altura. Nosso jardineiro de plantão resolveu acabar com o cupim e deu nele com a enxada. Nosso jardineiro é um senhor com mais de 80 anos de idade, mas se não contar, ninguém diz que tem tudo isso. Dá show em muitos rapazolas desavisados por aí. Destruiu tudo. Pensei! Mas a coisa é teimosa, e logo foi refazendo o ninho.

Um dia recebi alguns parentes da minha mulher em casa, e sua irmã mais velha, também é teimosa, obstinada mesmo quando quer alguma coisa, resolveu acabar com o cupinzeiro. Levou um dia inteiro, mas tirou o bicho inteiro. Igual quando ele tira bicho-de-pé da gurizada. No lugar do cupim ficou um buracão. Fiquei com receio dos nojentinhos voltarem e taquei óleo diesel queimado no buraco e mandei terra em cima. Não sei se foi exatamente pelo óleo queimado, mas ali a grama nunca mais cresceu. De nada adiantou jogar adubo, esterco de vaca, mexer e remexer a terra. A grama ia até na beirinha do terrão, mas não passava dali. E assim foi ficando, pois na verdade, fomos acostumando com a “paisagem” e depois de um tempo, nem incomodava mais mesmo.
Mas o tempo passou, e fiquei velho de repente. Com 42 virei avó de dois gurizinhos lindos e marotos. Eles ficam sob os cuidados da avó para que suas mães possam trabalhar tranquilamente. E logo que começaram a andar descobriram a “santa” terrinha. A partir daí foi só reclamação da patroa-avó: “mais que coisa... acabei de arrumar a casa e esses “mininus” sujaram tudo com essa porcaria de terra... ô meu Deus quando é que esses homens dessa casa vão dar jeito nisso?” (ela se referia a mim, meus genros e, acho, que a meu filho).


Depois de mais ou menos um ano ouvindo essa “ladainha”... Ops! Quer dizer, queixa justa... Resolvi acabar com aquele aborrecimento de vez. Aborrecimento pra minha querida esposinha (e pra mim). Resolvi cimentar aquele pedaço de quintal já que não há nada que faça crescer grama boa em cima.

Liguei pra uma loja de materiais de construção e pedi três latas de areia grossa, uma de brita número zero e um saco de cimento. Isso numa quinta-feira porque no sábado meu amigo pedreiro ia ajeitar tudo de manhã. O vendedor disse que se tivesse uma carga pra redondeza onde ficava minha casa, ele mandaria o material. Achei estranha a resposta, mas resolvi aguardar. Na sexta-feira por volta das duas horas da tarde, liguei pra loja e perguntei quando iam levar o material. O vendedor disse que não tinha mandado porque não apareceu nenhuma carga maior pra aquelas bandas (aquelas bandas é onde ficava a minha casa). Aí pensei, “isso quer dizer que não vão levar o material. Agradeci, disse que compreendia, e cancelei o pedido.

Liguei pra outra loja mais próxima de casa e a vendedora me disse: “senhor, se tivesse me ligado mais cedo, teria espaço na carga que despachei pro setor da sua casa”. Perguntei: “então você não pode me vender a mercadoria?” Respondeu: “vendo sim, claro que vendo, só não posso entregar!”

Bem, diante disso, só me restou pôr meu carro véio em ação. Eu mesmo transportei o material pra casa. Não podia deixar o amigo pedreiro na mão. Ele tinha adiado outro serviço só pra me atender naquele sábado. Pedi pra ensacarem o material e carreguei tudo no porta-malas. Pelo menos isso eles fazem!

Fiquei pensando... Essa “filosofia” das casas de materiais de construção, no mínimo é muito burra... Visão curta de negócio! Esses empresários estão vendo só o presente, só o lucro do momento. Não entregam mercadoria de baixo valor ou de pouco volume porque não vale o lucro de ter que deslocar um transporte pra entrega. Não pensam que atender a uma necessidade pequena do cliente hoje, pode lhes retornar um grande negócio no futuro. Sim, porque amanhã, eu posso resolver fazer uma grande reforma na minha casa (e tá precisando mesmo!), posso construir outra casa, meus três filhos podem construir suas casas, posso indicar para meus amigos, para os mais de trezentos colegas de trabalho, posso até fazer propaganda de graça para aquela loja que sei que é comprometida com a satisfação do cliente, também, ou seja, que não visa só lucro etc...

Não sei se acontece contigo, mas dependendo da circunstância, às vezes estou disposto a pagar até mais caro, quando sei que serei bem atendido, respeitado como consumidor e cidadão... Princípio de qualidade cada vez mais raro no comércio em geral, apesar dos ISOs, PQFs, PQTs etc.

Meu sobrinho trabalha num supermercado de bairro aqui na minha cidade, e ele conta que o seu patrão manda entregar até um sabonete, e ainda prenuncia: “agora é só um sabonete, amanhã será um ou mais carrinhos de compras lotados”. Entendeu? Com essa política ele está fidelizando o seu cliente, porque seu cliente sabe que pode contar com ele em suas necessidades “extraordinárias”.

Reflita e veja se também não se aplica: “Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito.” Lucas 16. 10

Agora está tudo bem! Tudo cimentado, sem terra pra sujar os moleques, sem moleques sujos pra sujar a casa limpa da vó, sem vó brava com moleques e com o avô... Agora é só môzinho pra cá, môzinho pra cá... Tá vendo?! Só o amor constrói!


por David Palazzo.
RV, 11/2007.



sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Tell...querida minha...





a sua falta me debilita...é como se tivessem arrancado um membro do meu corpo e o abandonassem combalido... me é impossível viver longe da sua vívida presença... mesmo que por um curto lapso...

te amo intensamente...
te quero intensamente...
te desejo intensamente...
você é intensa...

queria nunca permitir-me sua ausência... mas te amo tanto... não poderia lhe furtar o desfrutar da sua santa mãezinha... não poderia deixar que meu egoísmo lhe causasse mágoas... e essas lhe ofuscassem o brilho do seu rostinho meigo... pois te amo... me faz feliz... me completa... me faz melhor.

Ainda me lembro... foram cinco meses relutando... deitado na minha cama... não queria ceder aos seus encantos... lhe julgava ser inatingível... mas tudo estava destinado... e com tímido aperto de mão incomum àquele momento... no coração do Brasil... selamos nossa união eterna... forças contrárias manifestaram-se... mas não puderam desfazer o que Deus nos tinha reservado... terminando por se renderem... e vivenciarem por todos estes anos nosso amor inabalável... sim... inabalável... pois intentos malogrados... nem passagens fortuitas... nunca nos prevaleceram... apenas ratificaram o nosso apego.

Não me é necessário a distância que as circunstâncias nos impõe para reconhecer meus sentimentos por você... mas com certeza ela é responsável por fazer aflorá-los no meu peito... como a uma caixa d`água cheia que abrindo a torneira lhe dá vazão... esvaziando... esvaziando... assim também me sinto... sua constante presença me mantém pleno... mas a sua ausência me esgota... necessito... então... exprimir-lhe meus sentimentos latentes... tentando permanecer pleno... vã tentativa... somente a sua presença é capaz de suprir minhas carências.

Te amo... amo cada parte sua... sua boca... seus olhos... suas mãos... amo todo o conjunto mulher que você é... você é linda... uma mulher linda... uma linda mulher

...seu eterno enamorado... David.


Rio Verde, 22-julho-2001.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

O FORASTEIRO



Acabei de ler o livro “O Forasteiro” escrito pelo Dr. Benjamin Spadoni. Ele narra a história do seu pai, Bruno, imigrante italiano que não cria em Deus, que fugiu da perseguição política de seu país, imposta pelo, então, chefe de governo Benito Mussolini na década de 20.

No Brasil ele encontrou Jesus e o amor da sua vida, Lila, uma jovem de temperamento forte e decidida. Juntos se tornaram missionários e enfrentaram dificuldades de todos os tipos, daquelas que muitas vezes nos fazem questionar o sentido da vida, mas nunca perderam a fé no Senhor de suas vidas.

O livro foi surpresa pra mim, por dois motivos. Não esperava que o Dr. Benjamin fosse tão romântico e poético, porque a impressão que sempre guardei dele, era a de um homem sisudo e impassível. Provavelmente, resquício das minhas memórias da infância. Lembro-me que todos os meus amiguinhos dos anos 1970 – 1975 tinham verdadeiro pavor daquele olhar ríspido. Coisas de crianças! O homem é uma seda só, e da melhor!

O segundo motivo foi o modo como ele escreve..., leve, simples, claro, e que realmente cativa a gente. Eu comecei a ler o livro por volta das 8h e às 18h já tinha devorado tudo. Só parei pra almoçar! É empolgante!

Têm trechos que sensibilizei a ponto de encher os olhos d’água. Em outros, ri sozinho, como aquele em que o Reverendo Martin explode o lampião e as chamas pulam no seu traje. Ele chega a pensar se é castigo de Deus por querer exibir o lampião de última geração, ou por ter permitido o baile (dança) nas festividades do casamento do Bruno e Lila.

O livro realmente é um testemunho de fé, persistência e vitória em Jesus.

Gostei muito mesmo do livro e o recomendo!

Ah! Nada a ver com que acabei de escrever, mas só pra registrar aqui, outro dia li o livro “Confissões do Pastor” do Caio Fábio, e lá no capítulo 36, ele conta que em 1984 ele disse a um casal de amigos, Dr. Benjamin e dona Nelci, para lhe avisar, caso encontrassem no Hospital Evangélico alguma criança órfã, que era pra ele adotar. Mas ele acabou adotando uma garotinha de Niterói que a mãe tinha sumido e o pai não queria criar, e ainda tinha uma macumbeira querendo ficar com a menininha para consagrá-la aos “espíritos”. Essa garotinha é a sua filha, muito abençoada, Juliana.

RV, 10/2007

sábado, 13 de outubro de 2007

PAGAR PARA APANHAR...



Escuto o rádio no caminho para o trabalho todas as manhãs. É pouco tempo, dez minutos. Mas dá pra ouvir um pouco as notícias locais. Hoje escutei uma ocorrência policial que para mim, mostra bem o nível do desrespeito entre as pessoas.

Um cidadão pagou a sua passagem de ônibus e ficou esperando na roleta a cobradora lhe devolver vinte centavos de troco. Como ela não falava nada, ele pediu o troco. Ela disse que não tinha. Ele disse que precisava do troco, que era pouco, mas que precisava. Ela se irritou e lhe mandou caminhar, liberar a roleta. Mas ele insistiu que não podia abrir mão dos vinte centavos. A cobradora, mais que irritada, partiu pra cima do freguês, agredindo com tapas e empurrão. Segundo a notícia no rádio, o cidadão não reagiu de imediato, mas gritou para o motorista parar o ônibus, e que ia chamar a polícia. O motorista não parou e a cobradora continuou agredindo o cliente e ainda o ameaçando de morte. O cidadão começou a reagir e a coisa virou briga feia. O motorista seguiu e só parou no ponto final. Eu não entendi quem chamou a polícia, mas ela foi acionada e todos foram para a delegacia prestar depoimento.

Não sei como terminou o imbróglio, porque cheguei ao estacionamento do trabalho e não pude continuar ouvindo. Mas comecei o dia indignado! O que faz a cobradora pensar que ela tem o direito de negar o troco e ainda agredir o cliente? Sim, porque se trata de um serviço que uma empresa de transporte coletivo presta à comunidade, e não é de graça. O usuário do serviço é um cliente! E foi agredido apenas por exercer o seu direito num serviço em que ele está pagando. Na verdade, o respeito precisa existir, seja no serviço público ou no privado, porque somos nós, o povo, que pagamos de todo jeito.

Isso me faz pensar que nossas autoridades, nossos representantes, estão tão desacreditadas por não cumprirem suas promessas, e por se envolverem em tantas maracutaias e saírem ilesos de tudo, como se nada tivesse acontecido, com direito até a dança da pizza (deputada Angela Guadagnin no plenário da câmara em Brasília na absolvição da cassação do deputado João Magno-PT-MG; essa manifestação vergonhosa ficou conhecida como a Dança da Pizza, uma demonstração de escárnio com a opinião pública e certeza de impunidade dos políticos), que de repente, nós aqui, simples mortais, agimos como se as leis existissem para serem quebradas mesmo, ou que nem existem de fato. Afinal, quem tinha que ser exemplo, não o é?!

Brincadeira! Pagar para apanhar! Pagou e ainda levou de troco uma surra.

RV, 10/2007

sábado, 6 de outubro de 2007

MINHA CONFIANÇA ESTÁ EM DEUS!



Perdi o sono nessa madrugada e fiquei navegando pela internet procurando clipes de músicas dos anos 80. Lá pelas duas ouvi meu netinho de um ano e oito meses chorar. Logo em seguida escutei seus pais tentando acalmá-lo. Mas percebi que o choro estava estranho, sufocado, agoniado. Levantei da cadeira e fui procurar saber o que ocorria. Minha mulher tem o sono leve e acabou escutando e se levantou também. Antes de abrir a porta, minha filha me gritou. Quando ela faz assim, já sabemos que algo não está bem. Abri a porta rápido e vimos nosso genro com nosso netinho no colo. Ele respirava com muita dificuldade e já um pouco com cianose. Gritei: “já pro pronto socorro!” Minha filha queria lhe dar um remédio para garganta. Gritei outra vez: “não dê nada, corra pro pronto socorro!”


Corri, peguei a chave do carro, já abri o portão da garagem e tirei o carro pra fora. Desci do carro, passei a chave para o meu genro, ele sentou ao volante, minha filha entrou no carro com meu neto nos braços, e seguiram em disparada para o hospital. Minha esposa desabou e clamava chorando: “meu Deus, será que vai dar tempo!” E se pôs a orar intercedendo pela vidinha preciosa do nosso netinho.


Da minha casa até o hospital são quatro quilômetros, aproximadamente, e o pior são as voltas que é preciso dar para conseguir chegar até o pronto socorro, fora os sinaleiros. Um absurdo! O acesso deveria ser o mais descomplicado possível. A pessoa em situação de emergência pode morrer nessas voltas antes mesmo de conseguir chegar. A Secretaria Municipal de Trânsito precisa prestar atenção nisso quando elabora seu esquema de trânsito na cidade.


Liguei para o celular do pediatra do meu neto, mas deu caixa de mensagem. Outro absurdo! Se o telefone da casa de um médico toca no meio da madrugada, o motivo pode ser qualquer um como para qualquer pessoa, mas principalmente, pode ser um cliente seu precisando de atendimento médico urgente. Para quê me adianta ter o número do celular do meu médico se quando eu preciso, ele não me atende?! Poderia ter atendido e me orientado a correr pro pronto socorro mesmo, já que era uma emergência, mas eu esperava que ele fosse até lá pra dar socorro, ou então, me dissesse que ia ligar pra lá e já deixar tudo encaminhado e que qualquer coisa, eu poderia chamá-lo novamente... Qualquer coisa assim, pra nos deixar mais tranqüilos como pais e avós. Sei que a decisão de trocar de médico, não me garante que outro não faça o mesmo, mas esse, eu perdi a confiança. Estou sendo radical? Não! Quando o fato é reincidente.


Liguei, então, para o pronto socorro, me identifiquei, e comuniquei o que acontecia e pedi que ficassem prontos porque a coisa estava séria. Trocamos de roupas e fomos para o hospital também. Chegando lá, nosso neto já estava sendo medicado. A médica plantonista o diagnosticou como laringite, e explicou para mim que as laringes estavam inflamadas e inchadas, o que provocou obstrução das vias respiratórias.


Mas meu neto ainda estava com a pele azulada e com a respiração apertada. A enfermeira tentou aplicar o aerosol, mas ele não deixava, empurrava com a mãozinha. Então a médica passou soro com aminofilina. Foi preciso pôr uma tala de madeira em seu braçinho. O efeito é quase que imediato e ele foi se acalmando e voltando ao normal.


Tentamos fazê-lo dormir, mas ele estava com os olhinhos assustados e não aceitava que nenhum de nós nos afastasse dele, principalmente o seu pai. Ele é doido com o pai! Minha esposa procurou a sua chupeta, mas na correria ela ficou em casa. Então busquei uma na farmácia de plantão, e fui com minha esposa até a pediatria achar um jeito de esterilizar a chupeta.


Bem mais calmo e quase dormindo, agora com sua chupeta, eu e minha mulher nos despedimos da filha, genro e do nosso netinho e fomos pra casa, esgotados, e com a impressão de que fizemos muita ginástica ou de que levamos uma surra. O corpo parecia moído. Já eram quase cinco horas da manhã.


Essa situação me fez lembrar outra bem parecida, acontecida comigo há muitos anos. Mas essa é outra história!


Mais uma vez tive prova do amor de Deus para comigo e minha família, permitindo Vida pro meu neto.
Rio Verde, 06/10/07